
Papararará-pa Papararará-pa Papararará-pa Tum tum Tum
E passa a Bandinha de Um Músico Só(zinho) dentro de mim.
OS JORNAIS ANUNCIAM:
Sr. Neuro, o maestro. (ao som de Villa-Lobos)
-Bom dia, senhoras e senhores. Sou o Sr. Neuro. O tão famoso gênio da Bandinha de Um Músico Só(zinho) (Papararará-pa)! Venho apresentar a Orquesta Sinfônica Eu, no Teatro Mundo, nos anos dois miles e oitos!
"Papararará-pa Papararará-pa Papararará-pa Tum tum Tum"
-Aaaahá! Uhul! Mais um, mais um! Bravooo! Bravooo! (gritos da platéia)
Muito obrigado, muito obrigado! disse o Sr. Neuro.
E fim. O público satisfeito vai pra casa...
Enquanto isso, Sr. Neuro procura um lugar bem escuro. Tira sua fantasia e, quietinho, deita-se.
Olhando para o teto mofado, pergunta-se quando poderá usar seu verdadeiro nome diante do povo sem medo de represálias...
Dorme.
Boa noite, Sr. Coração